Era uma
tarde comum, iguais as demais, exceto pela quantidade de chuva que caia sobre o
asfalto quente. Estava eu sentado em minha cama, observado a chuva pela minha
pequena janela embaçada. O céu estava negro, não se via mais o sol, ele havia
desaparecido em meio aquela tempestade de água. O céu estava desabando. E eu a
escrevia em meu pequeno caderno de anotações enquanto ouvia algumas canções pseudo-dramáticas... Foi a primeira vez, depois de alguns meses, que consegui escrever, as palavras fugiam, e eu não sentia mais nada, meus rabiscos não tinham mais poesia, era apenas rabiscos. Era como se uma grande paralisia tivesse tomado conta de mim. Havia um medo na hora de escrever, parecia que uma grande 'massa escura' havia me infectado, e eu estava morrendo aos poucos. Acho que foi a semente da 'discórdia'. Não sei ao certo qual foi o remédio. Eu parei no tempo, ele me dominou, perdi o jogo, eu me perdi, entreguei os pontos, cai em sono profundo e, percebi que algo estava errado, então acordei. Voltei ao jogo. Ainda é cedo para se deixar derrotar. Voltei a ler, voltei a ser o mesmo, e tudo voltou a fazer sentido. Agora, ao olhar para o céu em sintonia perfeita com a chuva, sinto vontade de correr livremente e mostrar ao mundo que eu acordei de um pesadelo chamado: crescer.
Bem vindo a vida!
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