terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

o ReVoLtAdO

Posso dizer que a revolta bate em minha porta,
E a vontade suicida de explodir é bem maior agora,
Tento me controlar, respirar fundo...
Mas nada adianta!
Ainda me falta algo...
Injustiças acontecem diariamente,
"Merdas" são pronunciadas com freqüência...
E ainda me pedem para ficar calado!
É preciso muito mais sangue do que se imagina,
Eu já não tenho pulso para assistir tudo isso.
Me sinto revoltado, extorquido...
Hoje eu queria que o mundo se danasse!
A minha ira é maior que tudo isso que transparece,
E eu já não tenho mais nada a perder...
Medo, já não cola mais comigo...
Me ensinaram a jogar sujo, e eu aprendi rápido
Meu coração já nem existe mais,
Acho que a mágoa, e toda opressão o destruíram
Nem me importo - não mesmo!
As palavras amargas ficaram doce na minha boca,
Tudo desmoronou sobre meus pés...
O que fazer agora - pensou o meu EU ingênuo
Mas o meu EU insisti em saborear a dor...
Acho que sempre fui uma criança mau,
Confesso, que tudo isso apenas despertou
O que estava adormecido...
Ainda me sinto insultado, revoltado, angustiado...
Vamos continuar brincando, correto?
Mas quero ver quem vai aguentar mais...
O mesmo jogo sujo que você fez,
Pode servir direitinho pra você...
Cuidado! A gente aprende muito rápido...
- E assim, irou-se o ReVoLtAdO


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Sonho & Confusão

E o meu corpo está preso,
E o meu ser não é meu
A minha alma já não me pertence,
Eu quase não respiro,
Eu já nem sei mais como escrevo,
Eu danço, danço e ouço aquela música...
Aquela música vermelha de um amor platônico,
Com aquele doce cheiro de gardênia
É... Perfume de Gardênia!
Meu olhar já não encanta,
E o meu encanto se perdeu...
O meu personagem obscuro,
Acordou do seu sono...
Mas ainda ouço sua voz me dizendo...
- Eu quero, quero agora...
E meu EU reage,
E corre desesperadamente atrás de ti...
Como se dançasse valsa,
Os meus pés flutuavam
E eu não te encontrava e nem te alcançava
E eu parei, olhei em volta
Nada vi... Respirei fundo...
E fui tocado, - foi estranho
Não tinha ninguém ali
Eu estava confuso,
E minha respiração estava ofegante...
Fechei os olhos, e quando abrir...
Percebi que tudo não passava de um sonho,
Cujo o qual, eu não queria acordar...

Um dia doloroso

Aquele café foi o mais amargo que tomei,
Minha garganta estava seca, havia um "nó"
E a dor aos poucos foi se manifestando
E a lágrima naquele momento era inevitável
Eu queria gritar, mas a voz não saia
A dor era mais profunda/interna do que imaginava
Simplesmente procurei um canto e me pus a chorar
Chorei... Tentando sufocar minha dor.
Nada adiantou... A dor não passava...
E a lembrança era forte, era viva!
E nada mais me interessava,
Perdi a vontade de tudo - me irritei
Não conseguia compreender, entender nada...
Por quê? Por quê? Eu não fui fiel ao teu pedido
Eu errei... E somente com tua partida,
Com tua dolorosa partida - Eu estou aqui!
Na esperança de poder falar com você outra vez...