segunda-feira, 12 de maio de 2014

Externalizando

Ultimamente tenho procurado métodos de externalizar a minha dor, que tem me sufocado lentamente. Tenho morrido dentro de mim sem perceber, é como se eu afundasse um pouco mais a cada dia sem esperanças de resgate... Sinto-me trincado. Às vezes sinto-me sem forças, é quando acordo sem esperanças, sinto a minha intensa dor que me faz desacreditar em tudo que possa me levar para frente. É quando choro, e me entrego ao cansaço. Não há coração que resista as tempestades da vida. Não existe beleza que o salve de uma dor... Fechar os olhos me fazem ver a escuridão, e lá eu me sinto seguro, embora eu tenha medo de ficar sozinho. Acho que estou procurando minha verdadeira catarse. Quero externalizar tudo que habita em mim. Não vou aguentar por muito tempo guardar essas coisas que me sufocam. Preciso sair da minha prisão. Necessito de uma nova vida. Jogar fora todos os meus medos, acordar desse transe infernal. Preciso gritar a minha dor. Sinto uma enorme vontade de chorar. Como fui deixar as coisas chegarem nesse ponto?! Não adianta mais me trancar no quarto e fingir que está tudo bem... Os dias tem passado lentamente, e as dores que me doíam antes não me doem mais. Esse meu desabafo tem me levado a uma regressão dolorosa, nos últimos dias tem acontecido muita coisa, e eu estou esgotado. Preciso de um 'tempo', meu tempo. Quero voltar a sentir o tempo passar, e não me deixar ser afetado por ele. Se eu soubesse que crescer seria tão dolorido, eu nunca teria saído da Terra do Nunca.

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