sexta-feira, 29 de julho de 2011

Lembranças...

Quantas lembranças guardei,
Quantos momentos, histórias, emoções...
Recordo como tudo começou...
O teu perfume, o teu sorriso, o teu jeito.

Ainda tenho aquela caixa vermelha,
Ela continua naquele quarto.
Quando a saudade bate...
- Quanta saudade! -
Vou até o quarto na esperança de te encontrar.

Me sinto vazio,
Ainda me dói, conviver com a poeira
Até parece que foi ontem,
Que chorei no teu colo...

Aquela música!
- Só um instante... -
Lembro me sempre ao lembrar você!

Lembranças...

Como diz o grande Roberto Carlos:
"Você foi o maior dos meus casos,
De todos os abraços o que eu nunca esqueci."

Lembranças... Mais lembranças...
E eu guardo em minha 'caixa vermelha'
As lembranças que você deixou...

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Eu odeio o MEU jeito de SER

É... Eu odeio meu jeito impulsivo,
- Alias, minha forma 'espontânea' de ser -
Odeio minha TPM e tudo que a acompanha.
- As dores, lágrimas, e todo sofrimento -
Odeio minha arrogância, e a minha auto-defesa.
- Para quê revidar?! -
Odeio a minha forma de falar, o meu andar,
O meu modo de vestir...
- Me sinto, um brinquedo -
Odeio os meus berros, e a minha ignorância.
- Gritando, me sinto VIVO -
Odeio a minha inteligência,
- Ela me deixa crítico, e me afasta de tudo,
tudo que um dia me foi suficiente -
Odeio a minha timidez, e o meu jeito lerdo,
- Ela me impedi de PROGREDIR -
Odeio ser o diferente,
- Não me encaixo entre os NORMAIS -
Odeio chamar a atenção,
- Mas o pior de tudo -
Odeio pedir que prestem atenção em mim!
Odeio as minhas confusões!
- Por que um dia BRANCO e no outro PRETO? -
Odeio ter que Odiar!
- Esse sentimento é tão seco... -
Odeio, tudo e ao mesmo tempo nada...
Não odeio o MEU jeito de SER
Apenas não me agrada a forma que ele se mostra!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Reviravolta

Andava impaciente pela casa,
Contava os passos, olhava os móveis, arrumava os quadros...
Parecia que tudo estava fora do lugar - até EU
Não sabia ao certo o que estava acontecendo,
Mas o que me vinha a cabeça era um misto de SER ou não SER.
Eu custava a acreditar, custava a entender...
E achava que tudo iria dar errado...
Por alguns instantes o medo tomou conta de mim,
E me fez acreditar que iria ser melhor assim...
Mas de repente meu coração pulsava mais forte,
Era sua presença que era sentida naquele instante.
Fiquei sem ar por uns instantes, demorou pra assimilar.
Eu já nem entendia suas palavras,
Eu as ouvia, mas meu cérebro me forçava a perguntar de novo,
Era como se ele não assimilasse nada.
O que seria isso? Sonho? Fantasia?
Parecia coisa de filme...
Era meio surreal, nós juntos, depois de tanta coisa...
Tantas indas e vindas...
Por um momento pensei que iria acordar assustado,
E ver que tudo não tinha passado de um sonho...
Mas não, a cada amanhecer você me convencia de que nada era sonho,
E eu vivia intensamente a nossa história.
Estava em estado de euforia,
Falava sem medo de errar,
Sentia sem medo de sentir,
Agia como nunca agi...
Percebi que eu estava totalmente desarmado,
E que um golpe poderia ser fatal,
Mas arrisquei, percebi que aquilo tudo valeria a pena
E eu me deparei com alguém que me completa,
Pode até ser bobagem minha, coisa de paixão
Mas se eu não acreditar quem vai fazer isso por mim?
Nunca me senti assim em toda a minha vida...
Era como se a minha adolescência viesse me visitar outra vez,
Meu hormônios estavam em ebulição,
Eu não pensava o que falar, eu sentia tudo e colocava pra fora.
E assim eu fiz...
Agora, olhando pra trás, percebo que tudo o que vivi até hoje,
Foram histórias que me fizeram crescer, aprender e viver...
Mas o que estou vivendo hoje é história pra recordar...