segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Primeiro Beijo

Foi a primeira vez que eu beijei alguém. Confesso que senti medo, um frio na barriga, a garganta seca e as mãos geladas. Evitei olhar nos olhos por diversas vezes, eu tinha medo, eu não sabia se aquilo era certo ou errado, eu apenas estava lá. E quando nossos lábios se tocaram, eu fechei os olhos automaticamente. Senti um enorme calafrio ao ser tocado por aquela boca fria, que parecia conversar com a minha boca, de repente fui abraçado e assim, abracei meio sem jeito, foi um misto de proteção e medo, até quando consegui me sentir confortável naquele abraço quente e protetor. Abrir os olhos e observei por alguns segundos, mas logo fiquei sem jeito e os fechei de volta. Senti sua língua invadindo a minha boca e arrancando a minha saliva como se aquilo fosse a sua fonte de alimento, fazendo a minha língua se sentir perdida a ponto de invadir a outra boca também. E ai, as nossas línguas se entrelaçaram me fazendo tremer. Era a primeira vez que sentia essa sensação. Senti suas mãos deslizarem sobre as minhas costas, e sua boca deslizar sobre meu pescoço. Tentei me esquivar, mas já estava muito envolvido. Quando a suas mãos fizeram o caminho de volta, percebi que estava perdido e que não saberia se iria voltar.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Passos, sobre meus passos

Tomar decisões não é tão fácil como parece. Decidir algo requer ousadia única, pois toda escolha tem uma resposta imediata - consequência - e essa pode gerar um ônus ou um bônus, isso vai depender do contexto. Ultimamente tenho me encontrado confuso em meus pensamentos, com pendências internas a resolver. Coisas que me deixaram demasiadamente ansioso a espera de respostas. Diversas vezes me encontrava pensando em qual o melhor caminho a se seguir. Em busca de tal resposta, tive conversas intermináveis com meus pensamentos, monólogos, muitas vezes absurdos em busca de respostas. Todas as noites antes de dormir e todos os dias ao ir trabalhar tive conversas reflexivas com Deus, pedindo sempre por uma luz que pudesse iluminar os meus pensamentos e passos; Desabafei diversas vezes com meus amigos, nesse período a grande maioria das minhas mensagens de 'bom dia, bom tarde, boa noite' iam repletas de um apelo silencioso em busca de alguém que se interessasse em me ouvir. Diversas na mesa da cozinha tive conversas decisivas com minha mãe, e sempre que a agonia prevalecia sobre meu corpo, pegava o telefone e ligava para minha irmã. E a pergunta que mais atormentava era: Qual passo eu dou agora?! - Seria bom se a resposta viesse imediatamente, (pensava) mas é preciso analisar todo o contexto, a verdade absoluta não existe, e é errando que a gente aprende a não errar mais. Procurei aliar a minha intuição e a minha pouca experiência para chegar a uma conclusão. Aos poucos estou descobrindo o que fazer. Diariamente sou eleito para fazer escolhas, e isso tem sido um exercício de pura reflexão. Já fiz escolhas difíceis, e sofri com isso, mas ao mesmo tempo eu cresci, amadureci um pouco mais. E eu sei que ainda terei decidir muita coisa em minha vida, assim como terei que encontrar o meu equilíbrio interior. Não será uma tarefa simples, mas sei que irá me conduzir por um bom e longo caminho de reflexão e aprendizado. Percebo que a cada novo dia eu dou um passo a mais, sei que às vezes, volto o caminho, mas sempre estou indo, não gosto de ficar inerte em meio ao mundo que está sempre a se movimentar. Sobre os meus passos?! Caminharei até encontrar o meu lugar.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Cansei de ser tão sensível assim...

Faz dias que não consigo escrever, o pensamento aparece e some em uma velocidade maior que o piscar de olhos. É tanta coisa para administrar e tão pouco tempo para reparar erros, muitas vezes irreparáveis. Acordei um pouco crítico hoje e analisando situações corriqueiras da minha vida e percebi que eu estou cansado da sensibilidade que me foi dada. Cansado de ser compreensível com todos e sempre cair no mesmo buraco. Deixo aqui um alerta: Não gosto de agir sobre pressão! Não gosto de nada demasiadamente demais, tudo tem que vir na medida. Ando cansado de aguentar fardos, de entender crises sem pé nem cabeça... Ando sem motivação para isso. Meu nível de estresse já ultrapassa do limite, não tenho paciência, meu cabelo está caindo, minha pele já não é mais a mesma, o meu corpo já não tem mais a mesma disposição, e eu acordo desejando que meu dia comece e termine bem. Sinto que ando forçando coisas, ou não respeitando meu tempo e limite. Sim, existe uma linha amarela que grita: CUIDADO, para quem tenta ultrapassar o meu espaço. Eu gosto da minha individualidade e tem coisas que eu não gosto de compartilhar com ninguém. São minhas, só minhas. Ando com tantas dúvidas, tantos medos, com tantas lacunas, e o que eu mais quero é encontrar o meu equilíbrio interior, encontrar meu caminho e ficar bem de novo comigo mesmo. E não quero compartilhar isso com ninguém. Já não consigo mais chorar, meus olhos estão secos, eu estou seco. A raiva ultimamente anda me consumindo e se alojando dentro de mim. Não queria cultivar sentimentos ruins, nem ser cultivados por eles. Eu aprendi com a vida que tudo tem começo, meio e fim. Uma hora tudo isso vai passar, eu só preciso ter calma. Eu só preciso ter...
Sentado à mesa da cozinha, ouvindo Thiago Pethit, e com uma ressaca moral por todas as lacunas que deixei aberta, por todas as dores que eu permitir que invadisse meu corpo e por toda vez que eu tentei entender mais o outro do que a mim. Estou trêmulo e nervoso pelo desabafo, é como se o meu 'saco' fosse esvaziado e as palavras voltassem a fazer sentido. Sei que até o fim da tarde terei que tomar uma aspirina, uma boa dose de café e se tiver chocolate, será bem vindo. Chocolates me fazem bem. Quem sabe um bom livro, uma boa conversa ou um bom filme?! Quem sabe... Mas, hoje, eu realmente cansei de ser tão sensível assim...