quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sonho Boêmio

"Boemia, aqui me tens esse regresso
E suplicante te peço a minha nova inscrição.
Voltei pra rever os amigos que um dia
eu deixei a chorar de alegria..."

Minha alma boemia clama pela noite,
E naquele mesmo dia, eu sai disposto a uma nova experiência.
Tudo parecia tão 'igual', tão 'normal', tão sem 'vida',
E a minha alma gritava por uma 'chama' que eu desconhecia
Mas que implorava por um único momento.

A minha boca estava seca, o meu corpo frio, inerte...
E sem eu perceber aquela sede aumentava,
E o som do ambiente contagiava a minha pureza,
E um sorriso sem motivos tomou conta de mim,
Parecia felicidade momentânea que entrava nas minhas veias
E me instigava a ir a procura de novas descobertas

Me sentia um boêmio que escrevia sua mais bela poesia
A minha musa me inspirava e me levava para outros 'ares'
Ela me seduzia, me embriagava, me fascinava
Ela me tocava... Mas eu não conseguia toca-la...

"Ah, se já perdemos a noção da hora,
Se juntos já jogamos tudo fora
Me conta agora como hei de partir..."

Aquele momento... foi intenso... sufocante, quente, ardente...
Eu já não enxergava o mundo da forma que ele aparentava,
Tudo tinha mais cor, mais brilho, mais vida...
E eu nem era mais EU mesmo, era mais um 'personagem' romântico
Um jovem apaixonado, um louco, um desesperado
Que clamava pela chuva que molharia toda sua roupa,
Um jovem que ousava e que não se importava com nada!
Um amante da lua, que ao raiar do sol morreria feito vampiro.

A minha face mudou, meus olhos mudaram, meu corpo mudou
Era a boemia me possuindo o corpo e a alma...
Nada mais me segurava, nada mais...
E eu ia loucamente a procura do que me fazia estar ali...
Mas logo, tudo não passou de uma enorme fantasia...
Eu acordei, e me peguei em local estranho...
Voltei para casa e dormir, pensando no meu sonho boêmio.