quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Nostalgia 2.4

Quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Eu confesso gostar do clima de nostalgia, daquela sensação de frio na barriga e de emoção latente. Comecei o dia assim, com um toque sutil de nostalgia me trazendo a tona lembranças de uma vida de vinte e três anos, cheias de erros e acertos, páginas em brancos e histórias interessantes. Me encontro agora sentado na frente do computador, ouvindo Renato Russo, aquele que na minha doce adolescência me compreendia com suas letras e canções. Confesso mais uma vez, que me vem um nó na garganta, um aperto no coração e uma vontade imensa de correr pra casa e chorar. Não é tristeza e nem nada, é apenas um momento de transição, um rito de passagem. Eu já não sou mais aquele menino, posso dizer hoje que sou um homem, e a cada dia busco crescer e aprender mais. Sinto saudades do que vivi, mas não penso corrigir nada, se tivesse a oportunidade. Sou o que sou, graças a tudo que vivi. Tudo que passei fez e faz parte do meu aprendizado, da minha essência. - Eu sei que ainda vou perder muito, mas também vou ganhar. Pessoas vão me decepcionar, - justo aquelas em que mais confiava - Enfim, a vida é assim... Fico aqui com a certeza de que vou viver a minha nostalgia a cada novo amanhecer, vou me entregar as delícias da vida e viver intensamente cada oportunidade que a vida me der. Vou buscar sorrir mais e não levar a vida tão a sério, tentarei não mais dar 'ouvidos' as coisas e pessoas negativas, e serei sempre eu.



"Mudaram as estações, nada mudou; mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo assim tão diferente..."



Renato Russo

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Conhecendo o desconhecido

- Ei! - Gritou um desconhecido.
Apenas virei o rosto e continuei a andar.
- Ei, espera! - Gritou novamente o mesmo desconhecido.
Respirei fundo, fiz cara de insatisfeito, parei por uns segundos e andei.
- Ei, espera! Por favor! - Gritou de forma mansa e apelativa o mesmo inconveniente.
Parei, fiquei com pena (pensei) e esperei...

Naquela fração de segundo em que o desconhecido vinha em minha direção,
Meu peito palpitava, parecia um motor a ponto de 'trancar'
A respiração ficou ofegante.
Senti medo, a adrenalina estava a mil em minhas veias.
Pensei e repensei em todos os desconhecidos,
Nos armários acumulados,
Nas cartas e lembranças.
Era mais uma vez o mesmo desconhecido,
Aquele que eu sempre conhecia de algum lugar.

Merda, ele estava bem próximo - Eu sentia a sua respiração -
O teu leve pulsar, sentia os seus lábios no meu,
Sentia o cheiro e o gosto, se misturando no meu corpo.
Eu já conhecia aquela história.
E não queria mais uma vez reviver tanta dor.
Então, ao abrir meus olhos, eu corri.
Não mais ouvi sua voz... Ele não gritou mais.

É, quem sabe outro dia eu volte por aqui.
Aliás, eu sempre volto.