segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Lágrima

Aquela lágrima me fez perceber o quanto fui ridículo,
Em meio a tantas palavras duvidosas de amor...
Só assim, pude perceber o quanto infantil fui,
E o quanto me deixei ser conduzido por você,
Que prometeu amor intensamente...
Pura hipocrisia!!!

Foi a última lágrima que desperdicei,
A última esperança que joguei fora mais uma vez...
Sei que a dor não irá passar tão rapidamente,
Mas sei que irá incomodar lentamente...

Essa minha dor é inevitável,
Me sufoca, me incomoda...
Bobagem minha acreditar que seria feliz ao teu lado,
E que juntos iríamos construir o nosso castelo...

Como me deixei seduzir?
Mas, sabe o que me consola?
É que sei que você não feliz,
E que um dia você foi vítima desse falso-amor
Que lhe fez juras perfeitas de amor,
Em busca de um sexo,
Que você se enganou pensando que era amor...

Não trago mágoas de você,
Eu que fui inocente demais para acreditar no que não existia,
Pensei que meu mundo ia desabar sem você,
Mas pelo contrario encontrei forças para crescer,
E olhar para trás sem ressentimentos...

Não pense, que desistir do amor... - Jamais! - Nem poderia,
Apenas, cansei de lágrimas, de dor, de desamor, de ilusão...
É, Cansei de sofrer, - Cansei de você!


quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A dor da solidão

O que me comove, não move,
O que me machuca, não se vê
O desespero me alerta,
Como a flecha que dispara,
Em função de um objetivo
A lágrima não me dói,
A dor não me assusta,
A ferida não se fecha,
E o sono nunca chega,
Eu vejo as portas fechadas,
E a casa sempre está vazia,
Eu corro, eu fujo
Mas sempre me deparo
No mesmo lugar,
Eu gritei...
Ninguém ouviu...
E novamente eu parei,
Olhei, olhei, olhei...
Meu pranto desabou,
Me pus a expor lágrimas
Afim de que sentissem pena,
Mas nem se viu compaixão
E me doeu, doeu...
A dor da solidão