domingo, 3 de fevereiro de 2013

Conflitos do Amor


Queria seriamente entender o porquê de tudo isso. Parece um jogo cujo enigma principal é sobreviver a cada fase. São turbulências diárias, sensações absurdas que me fazem perceber que estou vivo. A respiração falha fica ofegante, o coração acelera, bate apertado, sinto nós me apertando o tempo todo, frio na barriga, calafrios, dores musculares, dormência e uma infinidade de coisas... Me pergunto seriamente: Será que sou cardíaco? 
Logo, tudo passa e recomeça outra vez... Daí vem àquela vontade de estar perto quando se está longe, e de querer está longe para que a saudade traga o sentimento de querer estar perto... É uma sensação de complexidade, que confesso não saber explicar. É como, ter medo e ao mesmo tempo querer, e eu sinto isso... Às vezes me falta à fala, as palavras ficam confusas e nem saem da boca, fico meio desconcertado com ações, desconfio de atos, confio em outros, me encontro em abraços e corro desesperadamente atrás de um porto seguro. A boca fica seca, mas ai você me beija, e eu já nem sei mais o que sinto. Me pego a pensar em você, pensar no futuro, e imaginar como seria, aí, eu me assusto outra vez e me escondo no meu quarto. Eu sempre fui apaixonado, sempre fui romântico, sempre sonhei, sempre... E agora? 
O amor realmente bate na aorta, deixa a gente sem saber, meio tonto, meio misturado, meio inteiro e inteiro e meio... Fico fascinado com esses conflitos que me causam insônia, insegurança, medo, e até ataques cardíacos... É como se eu me encontrasse em plena adolescência no auge dos meus vinte e poucos anos... É... O amor causa conflitos, causa atrito, causa estranhamento... O amor não nasce de um dia para o outro, ele vem com o tempo... E eu acredito que tem algo de amor em mim...

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