Madrugada, solidão... Uma cama, um lençol...
Eu fecho os olhos para amenizar a dor, mas não adianta.
Nada aquieta meu coração que pulsa forte dentro de mim,
É como se meu sangue fervesse a medida que lembranças ecoavam.
Minha carne enrijecida, tensa com tudo isso me prendia na cama.
Respiro fundo tentando contornar essa situação, mas não consigo.
Meu corpo está seco, já não tenho voz para gritar.
Preciso levantar, lavar o rosto e beber um pouco de água.
Eu odeio tudo que me fez afundar, que me fez sair do eixo.
Odeio olhar para frente e ver que tudo era promessa.
Que nada foi tão real assim e que nada me valeu a pena.
Será que tudo isso que dizias era amor? Não mesmo!
Me faz esquecer que um dia a conheci... Suplico!
Porque ainda me dói muito viver nessa solidão,
Tenho vontade de chorar, de deixar transbordar toda a minha dor,
Só assim paro com a mania de extravasar de outras formas.
Não me acostumei com essa situação. mas eu aprendi...
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