Creio que é normal pensar no que passou. Relembrar histórias - por um momento querer estar revivendo exatamente como foi - Pegar fotografias e analisar cuidadosamente cada detalhe esquecido e despercebido. Melhor ainda é ouvir aquela música tocar no rádio, e se persmitir embalar por um ritmo um tanto que fora da tal famosa 'modinha'. Sinto saudades da época em que viajava todas as férias - ficava a andar pelos campos verdejantes em busca de 'aventuras' - naquela idade, sonhava em descobrir tesouros - vivia a subir em árvores e colher frutos, conhecendo os sabores doce e azedo que a vida tem. E ainda me faz falta sentir o cheiro de comida preparada no fogão a lenha, enquanto eu ficava sentado na varanda observando os cavalos a correr e lendo um pequeno gibi. - Tempos bons! Vale lembrar ainda, que existe aquele passado que ainda dói - aquele que não foi cicatrizado com o tempo, que continua uma ferida aberta em erupção - Ele incomoda bastante, nos faz agir com parcialidade e nos bloqueia de viver. É, estou referindo a paixões. Ou até mesmo, amor. Paixão desenfreada de adolescente, que acaba de uma hora para outra, deixando sempre um lado da corda arrebentar e cair em um penhasco. Falo de amor, o verdadeiro, de sentir uma perda e não poder fazer exatamente nada. Interessante é que sempre que tenho saudades, me transporto ao passado, é lá que vivem minhas memórias...

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