Onde muitos me encantaram,
Com encantos passageiros,
Que ao sopro da realidade tudo vazou,
E agora me pergunto: por quê?
Quando só estou... nada me acontece...
Quando algo me acontece... não estou só...
E do nada... tudo se torna,
E do tudo, nada sobra
E o simples se torna bruto,
E o bruto, o bruto é grosseiro...
Mas, nada disso me interessa...
O que me interessa é você!
Você, que sem esforço mexeu comigo,
Que me retirou do meu abrigo,
E que cantou para eu dormir...
Você me inspira constantemente...
Mas, por quê?
E o medo se faz em minha face,
E meu sorriso gélido e sem graça
Faz de mim um bobo,
Completamente bobo...
E já não sei por onde caminhar,
E eu te deixo segurar na minha mão
Para que juntos caminhemos sem direção,
Que seja mágico esse momento sem paixão,
E que um dia a paixão floresça
E que nossos olhares sejam fixos,
E que um beijo aconteça...
Porém, o medo que me atormenta
É o medo da paixão...
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