O que me machuca, não se vê
O desespero me alerta,
Como a flecha que dispara,
Em função de um objetivo
A lágrima não me dói,
A dor não me assusta,
A ferida não se fecha,
E o sono nunca chega,
Eu vejo as portas fechadas,
E a casa sempre está vazia,
Eu corro, eu fujo
Mas sempre me deparo
No mesmo lugar,
Eu gritei...
Ninguém ouviu...
E novamente eu parei,
Olhei, olhei, olhei...
Meu pranto desabou,
Me pus a expor lágrimas
Afim de que sentissem pena,
Mas nem se viu compaixão
E me doeu, doeu...
A dor da solidão
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